O que a memória me traz é um passado que nunca vem e um medo insuportável da repetição.




domingo, 26 de julho de 2009

onde?


onde estás?
nas horas finais?
no relógio parado?
cadê o sorriso de ternura?
o choro de alegria?
cadê os gemidos contidos?
gritos de prazer?
onde estás?
os minutos
pertencem
aos ponteiros
a boca
nas palavras
minguadas
sussurra
a falta
na aridez
dos sentidos
os dias
completam
mais um ano
sem
você

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