
a fumaça grita o cigarro ainda aceso
os olhos embriagados tremem nas linhas
rasuradas da página em branco a minha frente,
espero o instante de cada minuto
nos muitos segundos contados de cabeça,
a boca atira palavras retorcidas
esperando atingir a lembrança indelével
daqueles momentos em forma de poesia
entrincheiradas na lacuna de nós dois.
o conhaque grita o copo vazio caído no tapete,
e os lábios secos suspiram goles de água
para suavizar o pigarro,
e o fogo aceso na vontade suicida de saltar dos olhos
no azul piscina da parede do quarto vazio de você.
A fumaça grita o conhaque
e o cigarro?
morreu afogado no copo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
conhaque e cigarro
Escrito por Jorgeando poesias às 22:33
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